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Spetto@UK - EuroTOUR 2007

bobsponja - bobsponja

Londres no verão é amazing. Na alfandega me perguntam: o que vc vem fazer aqui? “Curtir Londres no verão”. Mal sabe o guarda o que vim aprontar…

Dias 8 e 9 de junho estive me apresentando em Londres, fazendo uma intervenção urbana nos prédios do complexo cultural Southbank Centre, as margens do rio Tâmisa.

Londres hoje em dia é uma cidade de estrangeiros, há menos ingleses aqui do que em toda a Inglaterra. A multietnicidade da cidade reforça seu aspecto metropolitano, uma babel de raças, modos e linguas. Estar na terra da Rainha tem algumas vantagens. A principal delas é o respeito a sua vontade, a sua manifestação artística. É poder fazer “o que der na telha” com sua arte e as pessoas assistirem e gostarem.

É claro que a equipe ajuda demais. Este projeto foi uma parceria entre Pedro Zaz (Showskills), Phil Mayer (GaiaNova) e Spetto (VisualRadio/Flasheria VRStudio). Quando cheguei aqui conheci o resto da equipe: Ben Stern, Simon e Nell (GaiaNova) e Push, Summit Sankar e Markus Tagtool. Time completo, partimos para o ataque em busca do gol.

Desta vez o desafio era “embrulhar” o Royal Festival Hall com projeções e iluminação. E aqui - o mais sensacional - quem desenha tudo, desde a produção, passando por vídeo, som e iluminação é o VJ. Somente depois que a criação conceitual do vídeo foi desenhada que veio o restante. Pois é, na terra da Rainha máquina de fumaça não é convidada para a festa. A técnica usada foram projetores de 20 mil stackeados, ou seja cada 12 por 9 metros tinha 40 mil ansilumens, muito mais ansilumens do que qualquer festival no Brasil. Ao todo, somados, foram mais de 240 mil ansilumens para envolver o edificio. Isso sem contar Panis (canhões de slides de grande formato), moving heads e outros.

Trabalhar a escala urbana é algo que realmente me fascina, usar e transformar a arquitetura somente com luzes e projeções. O poder da luz transpondo a rigidez do concreto, aço, ferro, criando um lúdico inesperado, feito ao vivo, multicolorido, em grande escala. E isso foi pleno no RFH. De alguma forma é um retorno a arquitetura e urbanismo. Quase 12 anos após largar a universidade para ser autodidata, uma volta inesperada e prazeirosa ronda minha arte. E aqui vou eu, pois sempre é o coração que me rege.

Para este evento cômpus cerca de 1 hora e 40 minutos de material audiovisual.
As tracks foram geradas a partir do Modul8, que também serviu como Media Server durante a apresentação. O processo de criação envolveu o licenciamento de material inédito e exclusivo do British Film Institute, sendo mais de 80 horas de material bruto.

Grupos de VJs e Videoartistas foram comissionados para criarem materiais que utilizei nas videomixagens. Nomes como Ryoichi Kurokawa, Sumit Sankar, Tagtool, Laborg, Chris Chandon foram mixados com os arquivos do BFI - posso garantir, os melhores loops que qualquer VJ teria vontade de usar. Tivemos também aqui a participação de um músico/produtor que fez a trilha a partir das imagens que fui criando (e não o contrário!). A curadoria artística e mídia digital foi de Pedro Zaz, o homem que faz, não espera acontecer.

southbank - southbank

O melhor era o local do meu estúdio de trabalho. Localizado nos camarins do Royal Festival Hall, onde se apresentaram músicos que vão de Frank Sinatra a Iggy Pop, passando por David Bowie, Maria Callas, Devo, Jesus and Mary Chain, e por ai vai. Aqui também é o local onde foram gravadas as famosas Peel Sessions, de John Peel.

Minha cabine de projeção estava num lugar superprivilegiado, da onde eu podia avistar o BigBen, o Parlamento, a London Eye, e claro, as minhas projeções.
Foi usado um Barco Encoder para gerenciar as múltiplas fontes de vídeos, e para manter a qualidade final do trabalho - todo feito em alta definição. Catalyst?? Nem pensar. Aqui Catalyst é usado para iluminar teatros. Multiprojeção profissional somente com Barco Encoder ou Spider Vista.

Claro que Modul8 foi sugestão minha e de Pedro Zaz. Afinal tá na hora de o pessoal se ligar que quem controla imagem é VJ. E nada melhor que inserir um programinha de VJ aqui na parada.

Summit Sankar e Markus Tagtool desenhavam o prédio usando tablets. Teve também uma Silent Disco, bastante concorrida e pra qual chamamos VJ Alexis para projetar. A invasão brasileira completou-se com VJ Rodrigo Dutra (Supergás) que esteve aqui documentando toda o evento e com a bela Andressa (que roubou o coração do nosso companheiro Phil). Phil da Puta!

Mr Jarvis, do Pulp, esteve aqui discotecando, o prefeito de Londres também apareceu para dar um ar da graça. Disseram que alguns nobres viriam. Não sei. A presença do lendário rio Thamis já era um presente pra mim. O público estimado foi de 20 mil pessoas nos dois dias. Nada mal para um final de semana em Londres.

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Esta semana estive na Abbey Road de onda. É claro que eu tinha que tirar a foto na faixa de pedestres. Faltou a Dani aqui para produzir a parada toda. Seria ótimo se tivesse aquele fusca do lado direito da foto.

Agora depois de uma semaninha de férias, volto a pensar em estrada. Mês de julho estaremos saindo em turnê, a crew Contrabando, animando os espanhóis e portugueses com a TOURture!!!!, tocando technoelectrobreakcore!!! YEAH! Verão europeu é nøis.

calhambeque - calhambeque

muffins - muffins

Mais fotos aqui: http://www.vjspetto.com.br/photos/2007%20Eurotour/20070608%20Southbank/

 

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