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O Circuito

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Ainda no Brasil continua-se com aquela mentalidade de povo oprimido.

Mais fácil que dizer se deve ou não ter papel ostensivo, assumir responsabilidade na hora das cagadas, o brasileiro prefere dizer: somos pobres, somos burros, somos assim mesmo.

E essa é uma ótica lançada todo dia, em todos os momentos, e não seria por falta de vontade que isso não seria a tônica do ambiente de arte no país.

Nas mostras, nos concursos e nas escolas de arte vemos a submissão.

E em SamPa isso fica mais evidente.

Por ser metrópole católica e caótica SamPa tem um protocolo de ação. Nada escapa de suas regras pré-aprovadas e reestabelecidas. Como uma grande cidade-do-interior-que-ficou-grande-de-repente tem seus maniqueísmos e seus maneirismos. São Paulo é a terra do Caipiromêtro.

Mas aprender o Protocolo não é tarefa fácil. Tens que ser um exímio seguidor de burocracias e linguajar. Tens que ter a estrutura gramatical adequada, a reação e a resposta protocolar, seguida de perto, exímia, de rigor absoluto. Como todo Idioma seria fácil de se aprender caso houvesse um dicionário ou um curso que o ensinasse. Não é assim. Este Protocolo é conhecido, mas não é falado em público. Parte de sua regra diz que somente pessoas inteligentes e influentes sabem como ele é. E aos ignorantes resta somente admirar o discurso “tão-belo” dos sumos sacerdotes protetores da arte e do orçamento artístico.

Nos concursos que visam promover a “Nova Arte” premiam sempre os mesmos. Propostas incompletas ou não protocolares são rejeitadas. Vanguarda? Novas mídias? Novas tecnologias? Somente as certificadas e/ou copiadas de algum festival europeu. Coaching parece ser uma palavra nunca encontrada em nenhuma dessas instituições beneméritas promotoras dos mesmos.

Escutei recente que a proposta de um amigo havia sido recusada em um concurso porque sua obra tinha “problemas de montagem”.

Ou então outro eliminado: o motivo seria que o artista está muito no centro da obra. Ora, o teatro o que é? A dança, a videodança… Existe o monólogo, existe a obra na qual o artista é paródia de sua própria obra…

De qualquer forma são recusas com respostas evasivas, ou mesmo não há respostas. E também não há explicação do porquê, nem preocupação em ensinar.

Também existem os aproveitadores. Aqueles que criam os Outlets das Artes. Com desprezo total a estética e a valorização espacial. Até a Feira da Benedito Calixto respeita melhor o espaço que estes bizarros lugares.

A aberração as vezes é política. Não tão recente soube de um curador que sugeriu um poema de um autor adorado por fascistas como briefing de uma inauguração.

E daí elegem-se os mesmos. Parece ser o mesmo príncipio seguido pela política nacional, pela seleção social e pela vontade (?) do povo.

É como uma ação entre amigos.

Tudo porque os outros, os eliminados teimam em entrar no CIRCUITO.

Cabe ao revolucionário ir CONTRA O CIRCUITO. Criar o CURTO CIRCUITO para que esta máquina provedora de merda parece de funcionar.

O sistema sempre é o mesmo.

No Supermercado só entram mercadorias classificáveis, que caibam na prateleira.

No Mercado da Arte só entram artistas classificáveis, que caibam nos catálogos.

Quem não é prateleira, nem Sopa pra viver em PANELAS segue o próprio rumo e obtem sucesso. Como num mantra sagrado a energia juvenil e revolucionária permanece em nossos corações.

E é essa energia, somente ela, que pode causar o Curto Circuito.

A ARTE VERDADEIRA tem público, renda e não recebe dinheiro sujo de um fundo excuso.

A ARTE VERDADEIRA sobrevive e vira referência. Cria vulto, vira um titã. Vira o caminho de expressão e libertação mental de muitos, por ser sinérgica e presente.

E ao jovem artista que sofre com falta de dinheiro, mas investe todo seu suor no sucesso e na expressão de sua ARTE fica a dica: a ARTE VERDADEIRA sempre é recompensada, mais cedo ou mais tarde, pois trata de luta ganha que exige perseverança.

E com a segurança da experiência torna-se mais forte do que os Cartéis e Oligarquias que ainda teimam em existir.

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Bienal: óbvia, equivocada e banal

Não fosse o tão belo cenário criado por Oscar Niemeyer a Bienal deste ano não seria mais do que um encontro (mal-sucedido) de amigos.

Aliás, seria mais próprio dizer que hoje em dia a Bienal não passa de uma ação entre amigos para que o fundo mantenedor pagante continue irrigando (parcamente) as contas bancárias dos amigos participantes.

É óbvio dizer que o circuito de arte seja assim.

Seria menos óbvio, daria mais trabalho e criaria mais discussão se a Bienal deixasse de ser… bienal. Não faz mais sentido algum uma mostra que demora dois anos para fazer/formar/informar o panorama da arte e tentar indicar uma tendência. Hoje em dia, mais do que nunca, as coisas mudam de 6 em 6 meses. Não saber ou não considerar isso é uma visão no minimo medieval. A Bienal faria bem a si mesmo se fosse no mínimo Anual. A Bienal em verdade deveria ser Cotidiana para realmente se alinhar com o mundo atual.

Equivocada: bom isso é bater em cachorro magro. Um andar vazio para questionar o vazio… ah, sinceramente, acho que eu já vi isso em algum lugar… tipo meu trabalho de faculdade do primeiro semestre. Ou o exercício de alguma idéia de um artista mediano lá na década de 30. Ou um diretor de teatro nos anos 70 querendo inovar na sua cenografia-vazio. Que digam os mais velhos: na década de 80 qualquer artista/cineasta cocainômano teria uma idéia muito melhor do que esse “vazio-bienal”.

Ainda fiquei pensando: será que eles queriam refletir o vazio do entretenimento cultural pelo que passa São Paulo? Afinal quase todos os grandes eventos/festivais da cidade foram um fiasco nesse ano que termina.

Não é pq a arte tem o dever de se comunicar com todos que necessita ser óbvia ao extremo. Deve ter o elemento surpresa, deve conter o debate, deve ser desvendada. E não ser uma piada infâme mal contada pela quinta vez. Andar vazio? Vazio é esse seu conceito dona Bienal.

E o artista pelado? Serviria de performance no saguão da ONU. Ou numa abertura de reuniões do G8. Aliás, pessoas protestando contra peles de animais, ou contra o derramamento de óleo já fizeram o mesmo. Ou aqueles ciclistas barceloneses que o fazem todo ano. Ficar pelado pela arte é óbvio sim, é pouco, e me soa piegas/aproveitador de mídia.

Mas continuando com o equivoco: a única ação que expressava emoção e para a qual o “andar vazio da Bienal” parece ter sido feito sob medida - aquela pixação feita logo nos primeiros dias - foi reprimida, e ainda mantém uma mulher presa.

Realmente foi a única performance digna de sucesso, e como a vida imita a arte, todas as instituições presentes reprimem e mantém (INJUSTAMENTE) presa a única artista de destaque dessa balbúrdia equivocada: aquela pixadora de nome Pivetta. Sim, me lembra o caso do Pixote - o pivete que foi morto pela polícia em filme e na vida real. “Mataram” a artista e a arte-questionamento que ela produziu. Mais do que isso, mataram o único questionamento inteligente que os corredores modernistas de Niemeyer tiveram nessa edição (mesquinha) da Bienal. Realmente dona Bienal, vc confirmou aquilo que muitos dizem: a arte que vc (deseja) representar é elitista, para poucos, para o seu “grupo de amigos”.

Caso o leitor conservador de plantão, pagador de impostos, dedicado a sua Família-Trabalho-Tradição ainda questione meus argumentos, vou além eu digo mais: o único crime cometido pelos pixadores naquele dia foi quebrar uma vidraça. E isso poderia ter sido resolvido, fazendo-os pagar pela tal vidraça - seja com dinheiro, seja com serviço comunitário. Mais ainda: o maior crime mesmo foi o que essa Bienal insossa fez, desrespeitando a nossa inteligência e a beleza do prédio de Oscar Niemeyer.

E de tão cheia de coisas ruins, de obras fracas e discussões já levantadas na época de faculdade / cursinho de tantos, a Bienal é banal. Tão forte é esse sentimento que parece que o escorregador-obra é uma tentativa de dizer: “Ok, se vc se frustrou lhe oferecemos um serviço me-tira-daqui-o-mais-rápido-possível-por-favor. É simples: escorregue por aqui e esteja rapidinho fora desse fiasco. Desculpe-nos o inconveniente. Assinado a Diretoria”.

Vá te catar Bienal!

//vj.spetto//

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Imagens de persuadem

A portuguesa Ivone Ferreira postula que as imagens tem papel preponderante no estímulo de emoções. Ela conclui que “a visão global da página irá afectar mais intensamente o sujeito do que um texto longo que descreve as qualidades de algo.”

Para se sustentar, ela cita a pesquisa do neurocirurgião Antônio Damásio:

As imagens não são armazenadas sob a forma de frames de coisas, acontecimentos ou palavras. O nosso cérebro não arquiva fotografias de pessoas nem armazena filmes de cenas da nossa vida; não retém cartões salva-vidas como usam os apresentadores de televisão. Não, o nosso cérebro faz, antes, uma interpretação, uma nova versão reconstruída do original. Temos no entanto a sensação de que podemos evocar nos olhos ou ouvidos da nossa mente, imagens aproximadas daquilo que experienciámos anteriormente. Elas podem ser sonoras ou visuais, tactéis, gostativas ou olfactivas mas são predominantemente visuais.

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RESENHA: Arkaos GrandVJ

Hello people

Hoje foi um dia chuvoso e nada melhor do que testar um programa novo.
Baixei o novo software doArkaos - agora chamado GrandVJ.

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A interface foi totalmente remodelada, existem 5 areas principais:
1) files/effects/sources/visuals ao estilo do NuVJ
2) o midi keyboard que ja existia em outras versoes continua existindo
3) o keyboard mudou e agora se chama matrix, podendo ter infinitos banks (particularmente achei que ficou mais pratico - apesar do tecladinho do antigo arkaos ser mais didatico)
4) uma area de configuracao dos loops - onde se aplica velocidade, efeitos, mixing e position/size - que alias melhorou MUITO comparado ao antigo arkaos.
5) e a grande novidade que é o layer mode (uma cópia descarada das soluções de seus concorrentes) que há muito já devia ser implementada.

Ainda existem mais duas janelas: a de preview (que não perde frames!!) e uma de help (no estilão do ableton live)

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Uma coisa que ficou muito prática é que abaixo do preview existem dois sliders para brilho e contraste, excelente pra dar aquela correção rápida no mix final.

O módulo de layers ficou bacana e a performance é boa, mesmo com 8 vídeos 320x240 photojpg ao mesmo tempo. uma coisa legal do arkaos é que ele não é chato com filetypes - abre qualquer coisa que o computador abra (leia-se AVIs, MPGs, MOVs, WMVs, etc). agora quando coloquei vídeos em alta (DV e HDV) o programa se peidou inteiro.

Voltando a área de configuração de loops - o position/size ficou bem legal, muito mais fácil e amigo que o das versões anteriores, e com uma novidade é a possibilidade de colocar o shape em 3D Cubo e 3D Esfera (dããã!). Rotation também um efeito que lembra o Auto-Rotate daquele programa azulado.

Para os fãs daquele outro programa esverdeado a Matrix Area (que substitui o famoso tecladinho-do-arkaos) vai ser muito familiar, com a vantagem que vc pode redimensioná-la a seu belprazer.

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E a Arkaos, no intuito de continuar com seu plano de dominação global cometeu um deslize (ao meu ver) e … tirou o Suporte DMX do GrandVJ, colocou-o a parte e agora vende o mesmo por 600 e tralalá euros dentro de outra versão: Arkaos DMX VJ. Assim como o LED Mapper que custa outros 900 e tralalá euros… mancada feia, feia, feia.

É perceptivel que foram separados os mercados da Arkaos: VJs, DMX (LightDesigners) e LED Mapper (para as empresas montadoras de eventos).

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Nenhuma grande novidade até então exceto pelos reais trunfos do GrandVJ perante aos concorrentes.

Em Preferences/Display vc encontra as opções Custom Resolution (multitela / tripplehead e tudo aquilo que faz vc ficar feliz) e Soft Edge Span / Edge Width / Edge Curve. A opção Soft Edge faz o tão procurado Blend, aquela opção que permite que vc mescle as bordas de cada saída, dando uniformidade em projeções multitela. Dessa forma o GrandVJ se torna uma excelente opção para Blending concorrendo com Spider/Catalyst/e outros e custando apenas uma fração.

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O outro trunfo: em Preferences/Output vc pode alterar o Keystone geral do teu vídeo. É para aqueles casos que o projetor só pode ficar em um angulo horrível e daí vc vai e ajusta o digital Keystone sem precisar se pendurar no projetor ou sem precisar ficar com tua imagem torta.

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No geral, o GrandVJ é fácil de operar e bem intuitivo. Mas seria mais interessante se eles tivessem atualizado a cara do NuVJ, incluíndo o sistema de multitelas. Seria uma estratégia mais portátil e de olho realmente nos VJs.

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VJ TORNA 2008

Mundial de VJs - Budapest

http://www.cinetrip.hu
http://www.cinetrip.hu/cvj2008

http://tranzit.blog.hu/2008/03/03/vj_torna

Mais fotos em:
http://www.flickr.com/photos/vjspetto/

Video em:
http://index.hu/video/2008/03/02/beveszed_a_bogyot_es_ugral_a_gumimaci/
http://www.youtube.com/watch?v=NEnl1TDV1cA
http://www.youtube.com/watch?v=j_B_UUH711I

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Estamos cá, eu e Pedro Zaz, após virmos da terrinha em um rolê turnezístico da festa Dezcalabro, onde estivémos com os amigos Retrigger, Bruno Tozzini, Daniel Gonzales, Push, Gone, Sam Pull, Ricardo RT, entre tantos outros.

Depois de um excelente AV em Lisboa seguimos para Budapeste, via Alitalia (que não é o jeito mais barato de ir pra lá. O melhor mesmo é comprar tickets antecipados e fazer uma conexão RyanAir em Liverpool ( 5 libras!! ) e outra em direção a Budapeste. Ou se vc for do tipo que gosta de viajar, pode ir de Lisboa a Barcelona pela RyanAir ou Vueling e depois pegar um voo ate Bratislava por 4500 HUFs pela Wizzair. Não se assuste: 4500 HUFs dá mais ou menos 45 reais.

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Um detalhe peculiar dos HUFs (Hungarian Florins): todos tem uns desenhos que parecem história em quadrinho do Conan - tem Rei, tem Castelo, tem luta de bárbaros. Da pra fazer um set só com as notas.

No primeiro dia do VJ Torna, teve workshops e palestras. O pessoal do FLxER, da Italia veio falar do software deles. Com boa performance nas máquinas novas - todas essas Duo2Core - o FLxER é fácil, de graça e bonito. Dá uma olhada no google, procura lá e fuça. VJ que é VJ mexe com qualquer software :-D , nem que seja de chinfra. É Flash-based e tem o principio de ser free para atiçar novos VJs. Great man!

Depois teve a Olga Mink (VJ Oxygen) de Amsterdam, gatissíma (só que não olha muito não porque a mina tem namorado designer :-o

Ela veio contar sobre a história do Vejayzismo, esse vício que nos toma por completo e invade nossas veias e retinas - pois novamente, VJ que é VJ vive com o micro na bolsa e projeta em qualquer lugar que tenha oportunidade. Todo VJ é quase como um dependente-escravo dessa boa causa que é projetar horas numa boa parede a toa.

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O campeonato é bem eclético, tem iniciante, tem cinemajockey, tem deconstrutivismo, tem uns caras que lembram o embolex (que inclusivem tocam usando finalcut e v4). Tem cara que monta sua própria solução, tem gente que faz AV - que aliás fomos o que fizemos aqui.

Existem duas modalidades. O VJ Battle, onde a organização dá uns loops e nego tem que se virar mostrando habilidades no mixer, no micro, etc e tal (gostou, né?). Mas também tem o VJ Championship. Neste vc vai lá e se vira nos 30, ou melhos nos 12 minutos. Mostra o que quiser, do jeito que quiser, com as imagens que bem entender (liberdade, entendeu kamarada?). E como o nome lembra Copa do Mundo, Libertadores, Mundião de Clubes tanto eu como VJ ZáZ optamos por participar dessa modalidade. Comparações não faltam: Cristiano Ronaldo e Robinho.

As apresentações acontecem no Merlin, um centro cultural-bar-expo-shows-cool-nice-wifi internet e… dezenas de projetores! Projetores de slide projetam o cardápio e o nome da festa nas paredes, nas escadarias… nas paredes sempre um VJ ou um video VJ-Style.

Entre um Gulash e um Dreher (que é a cerveja do lugar) vamos conhecendo o pessoal. O cara do FLxER é figuraço. Parrrla assim, até meeesmo ingleise! Me mostrou um set cheio de culos!! má que belos!! faço tudo pio pella dona! Disse a ele que se sentiria em casa caso fosse o Brasil.

As minas aqui são em HD

No quesito donnas aqui é assim, mulherada é em formato HD, altíssima definição, brilhante, com riqueza de cores e detalhes. Você pode ficar horas se maravilhando com aquela imagem. Tenho um amigo aqui, o Vince, que diz que as mulheres aqui foram vetorizadas ao nascer. São curvas maravilhosas, que todo bom cristão, mulçumano, espírita, o que seja, um dia tem que conferir.

Laki e suas Cinetrippettes

Voltando ao campeonato, o júri, composto pelos caras do Modul8, pela Olga de Amsterdam e mais alguns top VJs daqui - tipo o Arlindo Machado da area -, analisava as apresentações logo após o término da performance. Na verdade tanto eu como o Zaz nos sentimos meio dentro do programa Idolos. Um tanto engraçado, bem divertido. Dava até pra ver o Miranda lá na banca do juri.

As regras do campeonato são claras: 12 minutos de apresentação, duas bancadas que se revezam, com uma V4 em cada, sendo que o VJ pode propor a trilha (olha que maravilha!!).

Os competidores também ganhavam um cabo de vídeo dado pela organização - vem com uma etiquetinha pra vc botar o nome, todo chinfroso. Tudo bem, tudo bem, é uma viadagem, mas é o tipo de detalhe que vale. O pessoal do Cinetrip é fera nisso, tem colantes, stickers, folhetos, cartazes, programação tudo impresso, bem diagramado, distribuido gratuitamente. Bem organizado e RESPEITOSO com os artistas.

Tanto a Numark como a Motiondive estão presentes aqui, cada uma demonstrando seus devices. Beeem legal, porque isso além de incentivar a galera que não conhece ou não sabe como funciona esses equipos também serve como um testdrive maneiro.

O VJ Torna também tem suas Cinetripettes, uma tradição do crew. Exemplos do melhor material húngaro. Você nunca sabe quem é Buda ou quem é Pest.

Aliás o cara que organiza o festival chama-se Laki (fala-se luki), mais velho e do tipo que não para nunca (lembra em muito o Jodele). Mas olha só, com um time e um festival desses dá pra dizer que o cara é muito do sortudo (se lembra do Jodele?). E ainda por cima ele tem uma moto da guerra, aquelas com lugar pra passageiro do lado… tipo correspondente de guerra. Pois é, ultimo ano o cara cruzou a África numa dessas.

Como era de se esperar o time Luso-Brasileiro está nas oitavas de finais. É nóis bróder.

Eurico Miranda

Passamos pelas oitavas, fomos as quartas e dai… a gente ficou em terceiro, dizem que foi o cansaço, outros falaram em salto alto, mas a real que os dois primeiros eram gente daqui. Eu acho que foi cartolagem.

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No meio de tanta confusão - afinal a lingua daqui é uma beleza e todo mundo fala um inglês de russo - nos informaram que estávamos automaticamente inscritos na VJ Battle. Ou seja, criar um set com os loops dados pela organização em apenas… 30 minutos.

Que venha a VJ Battle!

Consiste em 18 inscritos. Dois projetores mostram o trabalho de dois VJs ao mesmo tempo. O que for selecionado continua na Batalha de Budapeste. Seis minutos de set e um DJ tocando o que quiser.

Eramos para ser os quartos a tocar, mas depois mudou tudo e agora somos os terceiros. Tudo bem. Tocamos. Improvisação no Modul8, diversos layers, modulos de efeitos. Tudo sincronizadinho.

Preciso comer, e definitivamente Gulash todo dia é igual a Kebab todo dia: uma hora não dá mais. A azia é continua e aquele sentimento de ressaca constante é pertinente. Tento comer um sanduba de queijo, mas me dão um de salame. To achando que é sabotagem. Peço um suco de maçã me dão de abacaxi. Ou sou muito prego ou tão me tirando de gringo.

Já perdi a conta de quantas vezes montei-desmontei o micro. To cansado, abro o Reason para fazer uma base hardhardhardtechnodestruction. Pra relaxar, né?

Putamerda, levamos uma bronca, ficamos do lado de fora, todo mundo esperando a gente lá dentro. Fomos selecionados para as oitavas.

Mais um set, com o mesmo banco. Sabe aquele dia que dá pau no Quicktime, no Flash, no Windows Media e só funciona um banco de imagem? Essa é a sensação. Trinta loops, não mais que isso. No way de usar imagens próprias. O regulamento é estrito.

Terminamos, já estava saindo, disseram pra continuar. Selecionados para as Quartas. Pedala Robinho!!!!

Mais um set, espremendo leite de pedra. Agora não saio mais da sala. Vai que chamam de novo …

Grande Final: Brasil X Hungria

Hora do set final. Fodam-se todos! É aquela hora dos ensinamentos Jedi: nunca exagera no branco, reduzir a velocidade e o fade na hora certa, codec a 29,97 fps (sem aqueles dropframes de certos programas), e sempre, sempre mesmo, aquele loop ou composição que nunca ninguém viu. Ou um efeito desenhado só pra isso.

Terminamos a apresentação recebendo elogios rasgados do Juri e dos outros VJs. Acho que levamos.

A taça do mundo é nossa! Somos VJ, não há quem possa!

Acabou tudo, cerimonia de encerramento: SOMOS CAMPEÕES MUNDIAS! A TAÇA DO MUNDO É NOSSA! EU SOU VJ, NÃO HÁ QUEM POSSA!!!

Spetto e os caras do Modul8 trabalhando - DSC07869

O foda foi receber o prêmio em húngaro e ir descobrindo ao pouco o que ganhamos: um sonyericsson fodão, um NU-VJ (dá pra ligar no Modul8!), uma camera HDV harddrive, uma licença do Modul8, beijinhos da torcida, foto no site, caralho!!! Eu vou pra torcida!

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Já falei pra galera aqui, próxima edição é invasão de brasileiro. Quero ver se alguém aí ganha de mim e de Pedro Zaz. Por que nóis é VJencedor do VJ TORNA 2008. E não tem pra ninguém. E dá-lhe maloca, olê olé olá!

Isso é a melhor coisa de ser VJ: você pode ser um popstar mesmo sendo um avacalhado na vida. E dá-lhe mulher em HD.

Semana que vem tem SPARTY (http://www.youtube.com/watch?v=i0TrnCTFcM4&NR=1) - uma mega festa nos Banhos Turcos e somos os Headlines. E aqui tem GHB: Garotas Hungaras de Bikini. Alguma duvida se Budapeste é massa? See u later, alligator!

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Síndrome do Número Um

sp caos - sp caos
Há muitos anos venho desenvolvendo uma tese sobre uma síndrome que atormenta São Paulo.

É uma virose que afeta quase que a totalidade dos paulistanos, praticamente definindo o perfil do cidadão que mora nesta metrópole.

Chamo essa doença de Síndrome do Número Um. Aqui todos tem que chegar primeiro, serem os primeiros, exclusivos, únicos, vips, ultrapassar o concorrente. Tudo é pra agora, sempre de última hora, o prazo é sempre apertado, todos estão sempre correndo.

É uma praga que assola a cidade.

Quem não está de acordo com a Síndrome está fora do jogo. Não há exceção. E mais cedo ou mais tarde todos acabam adquirindo este vício.

Há tempos me dou conta que este vício - síndrome - doença é o que transforma São Paulo em uma cidade monstruosa, é justamente isso que faz com que nada se firme para sempre, tudo mude a toda hora. É a origem do caos que reina neste amontoado de concreto, aço, carros e gente.

É também este o motivo que leva tantos a serem seduzidos pela cidade.

Particularmente estou cansando deste ofício.

*ilustração por Glauco, retirado do website http://www.glauco.art.br

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Spetto@UK - EuroTOUR 2007

bobsponja - bobsponja

Londres no verão é amazing. Na alfandega me perguntam: o que vc vem fazer aqui? “Curtir Londres no verão”. Mal sabe o guarda o que vim aprontar…

Dias 8 e 9 de junho estive me apresentando em Londres, fazendo uma intervenção urbana nos prédios do complexo cultural Southbank Centre, as margens do rio Tâmisa.

Londres hoje em dia é uma cidade de estrangeiros, há menos ingleses aqui do que em toda a Inglaterra. A multietnicidade da cidade reforça seu aspecto metropolitano, uma babel de raças, modos e linguas. Estar na terra da Rainha tem algumas vantagens. A principal delas é o respeito a sua vontade, a sua manifestação artística. É poder fazer “o que der na telha” com sua arte e as pessoas assistirem e gostarem.

É claro que a equipe ajuda demais. Este projeto foi uma parceria entre Pedro Zaz (Showskills), Phil Mayer (GaiaNova) e Spetto (VisualRadio/Flasheria VRStudio). Quando cheguei aqui conheci o resto da equipe: Ben Stern, Simon e Nell (GaiaNova) e Push, Summit Sankar e Markus Tagtool. Time completo, partimos para o ataque em busca do gol.

Desta vez o desafio era “embrulhar” o Royal Festival Hall com projeções e iluminação. E aqui - o mais sensacional - quem desenha tudo, desde a produção, passando por vídeo, som e iluminação é o VJ. Somente depois que a criação conceitual do vídeo foi desenhada que veio o restante. Pois é, na terra da Rainha máquina de fumaça não é convidada para a festa. A técnica usada foram projetores de 20 mil stackeados, ou seja cada 12 por 9 metros tinha 40 mil ansilumens, muito mais ansilumens do que qualquer festival no Brasil. Ao todo, somados, foram mais de 240 mil ansilumens para envolver o edificio. Isso sem contar Panis (canhões de slides de grande formato), moving heads e outros.

Trabalhar a escala urbana é algo que realmente me fascina, usar e transformar a arquitetura somente com luzes e projeções. O poder da luz transpondo a rigidez do concreto, aço, ferro, criando um lúdico inesperado, feito ao vivo, multicolorido, em grande escala. E isso foi pleno no RFH. De alguma forma é um retorno a arquitetura e urbanismo. Quase 12 anos após largar a universidade para ser autodidata, uma volta inesperada e prazeirosa ronda minha arte. E aqui vou eu, pois sempre é o coração que me rege.

Para este evento cômpus cerca de 1 hora e 40 minutos de material audiovisual.
As tracks foram geradas a partir do Modul8, que também serviu como Media Server durante a apresentação. O processo de criação envolveu o licenciamento de material inédito e exclusivo do British Film Institute, sendo mais de 80 horas de material bruto.

Grupos de VJs e Videoartistas foram comissionados para criarem materiais que utilizei nas videomixagens. Nomes como Ryoichi Kurokawa, Sumit Sankar, Tagtool, Laborg, Chris Chandon foram mixados com os arquivos do BFI - posso garantir, os melhores loops que qualquer VJ teria vontade de usar. Tivemos também aqui a participação de um músico/produtor que fez a trilha a partir das imagens que fui criando (e não o contrário!). A curadoria artística e mídia digital foi de Pedro Zaz, o homem que faz, não espera acontecer.

southbank - southbank

O melhor era o local do meu estúdio de trabalho. Localizado nos camarins do Royal Festival Hall, onde se apresentaram músicos que vão de Frank Sinatra a Iggy Pop, passando por David Bowie, Maria Callas, Devo, Jesus and Mary Chain, e por ai vai. Aqui também é o local onde foram gravadas as famosas Peel Sessions, de John Peel.

Minha cabine de projeção estava num lugar superprivilegiado, da onde eu podia avistar o BigBen, o Parlamento, a London Eye, e claro, as minhas projeções.
Foi usado um Barco Encoder para gerenciar as múltiplas fontes de vídeos, e para manter a qualidade final do trabalho - todo feito em alta definição. Catalyst?? Nem pensar. Aqui Catalyst é usado para iluminar teatros. Multiprojeção profissional somente com Barco Encoder ou Spider Vista.

Claro que Modul8 foi sugestão minha e de Pedro Zaz. Afinal tá na hora de o pessoal se ligar que quem controla imagem é VJ. E nada melhor que inserir um programinha de VJ aqui na parada.

Summit Sankar e Markus Tagtool desenhavam o prédio usando tablets. Teve também uma Silent Disco, bastante concorrida e pra qual chamamos VJ Alexis para projetar. A invasão brasileira completou-se com VJ Rodrigo Dutra (Supergás) que esteve aqui documentando toda o evento e com a bela Andressa (que roubou o coração do nosso companheiro Phil). Phil da Puta!

Mr Jarvis, do Pulp, esteve aqui discotecando, o prefeito de Londres também apareceu para dar um ar da graça. Disseram que alguns nobres viriam. Não sei. A presença do lendário rio Thamis já era um presente pra mim. O público estimado foi de 20 mil pessoas nos dois dias. Nada mal para um final de semana em Londres.

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Esta semana estive na Abbey Road de onda. É claro que eu tinha que tirar a foto na faixa de pedestres. Faltou a Dani aqui para produzir a parada toda. Seria ótimo se tivesse aquele fusca do lado direito da foto.

Agora depois de uma semaninha de férias, volto a pensar em estrada. Mês de julho estaremos saindo em turnê, a crew Contrabando, animando os espanhóis e portugueses com a TOURture!!!!, tocando technoelectrobreakcore!!! YEAH! Verão europeu é nøis.

calhambeque - calhambeque

muffins - muffins

Mais fotos aqui: http://www.vjspetto.com.br/photos/2007%20Eurotour/20070608%20Southbank/

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Multiprojeção e Multitela no Modul8

Fala ae galera,

estou usando um Modul8 com 4 saidas e gostaria de contar como esta sendo.

a configuracao da maquina eh um Dual Processor x 2.66 Ghz Dual-Core Intel Xeon, com 2GB de RAM (estamos aqui dando um upgrade para 16GB), Raid Interno de 1Tera, mais 2 Teras externos via Firewire 800. Placas de video NVidia 7300 GT PCI-Express.

o video sai todo em DVI, dai para colocar em projetores convencionais tem que se ter um conversor DVI-VGA ou DVI-VGA-BNC.

o Modul8 novo (v2.54) eh muito facil para se configurar. basta ir na opcao de Advanced Output e voila! vc desenha as saidas e roteia para qual placa deve ir o Output. Realmente facil.

Desempenho: fiz conforme manda o script. No Catalyst vc cria o video no tamanho final e o programa recorta. O que significa que um video para 4 telas tera uma resolucao natural de 4096x768 (4 * 1024x768) ou adaptada de 2880x480 (4 * 720x480). Tambem no Catalyst o codec sempre eh o Photo-JPEG com otimizacao para streaming e 24 fps (reduz o overload de processamento).

Pois bem, no Modul8 as coisas nao parecem ser muito por ai… Notei que o codec de HDV em geral funciona muito bem, o DV tbem, e Photo-JPEG… so se o arquivo tiver uma adaptacao no tamanho. So obtive performance utilizando 2048x384 (4 * 512x384).

Parece que ha um bug geral no Quicktime desde a versao 7.1.5. Ou seja atualizar para 7.1.6 so piora a coisa. Eu li recomendacoes para fazer downgrade para 7.1.3 como forma de solucionar os conflitos entre Quicktime X Sistema X Modul8 - realmente a Apple esta ficando cada vez pior no suporte do seu sistema, este ultimo bug parece ter piorado com a ultima atualizacao de seguranca. Portanto: mantenha o sistema sem a ultima atualizacao (sistema e quicktime).

Uma coisa que eh decepcionante no Modul8: nao ha um sistema pra blending entre telas!!! A GarageCube promete fazer isso para a proxima versao.

A facilidade do Modul8 na hora de se montar VJ Sets eh de se espantar: muito, mas muito facil mesmo!! O pessoal aqui chorou qdo em menos de 1 hora eu ja tinha montado uma meia hora de apresentacao. Eh “babante”, parece ate ser “coisa do demo maligno dos inferno” de tao facil.

Em resumo: atualmente existem 3 sistemas bem profissionais de multiprojecao que eu testei - Spider Vista, Catalyst e Modul8. Sem duvida a versatilidade do Modul8 eh superior, mas ainda continua em terceiro lugar, devido a sua performance.

De todos os sistemas o Vista eh o mais facil de usar, mas seu preco eh estratosferico. Ja o Catalyst realmente firma-se como um sistema seguro e estavel, mas ainda eh caro (vc tem 100 mil reais pra por num sistema desses?), e que eh dedicado a Light Designers! HUMPF!!

O Modul8 precisa melhorar em pontos cruciais para ser o programa da vez (afinal com 5 mil euros daria para montar uma estacao Multiprojection de responsa). E tem gabarito pra isso. E eh o unico software Multiprojection para VJs! YEAH!!

Outra coisa: o suporte do Modul8 deixa a desejar. Eh lento. Me cadastrei em um dia, demorou quase uma semana para aprovarem meu cadastro. Tem poucos usuarios falando coisas que preste, e pra piorar tem um monte de perguntas e respostas em frances. Como eu fugi da aula de frances no colegio isto se torna um sofrimento pessoal. Je le bundum du sutian en le crossaint abajour lingerie?? Comparado ao forum do Catalyst, isto eh triste.

E vc deve estar perguntando: e o Arkaos??? Bom eu to fazendo um teste aqui com o Multiscreen do Arkaos… e o resultado? Sem performance, chato de configurar, mas funciona em Macs e PCS. Acho que o Arkaos so eh bom se vc tiver uma TripleHead2Go. Mas isso eh suposicao minha. Portanto, Arkaos ainda precisa fazer muito para entrar na briga dos Multiprojection. Resolume entao, tadinho…

//Spetto@UK//

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Spetto strikes back in UK!!

Depois do Rei, a Rainha

southbank at night - southbank at night
VJ Spetto está indo pra Londres, desta vez para participar dos Opening Events do Southbank Centre (o MIS inglês), nos dias 8 e 9 de junho. As comemorações também fazem parte da abertura do verão na capital inglesa. Será uma festa open air no rio Tâmisa - coisa rara e imperdível!
O trabalho esta sendo coordenado pelos grupos GaiaNova e Showskills e terá também a participação dos coletivos D-Fuse e LightSurgeons, que estão desenvolvendo loops exclusivos para os Opening Events e que serão mixados por VJ Spetto.
Spetto foi chamado devido ao seu conhecimento em projeções multitelas de grande formato - uma de suas especialidades. Além disso, atuará como diretor de arte (design geral) do evento.
Na sequencia, Spetto, Zaztraz e Phantasma do crew Contrabando saem em turnê pela Europa. Devem se apresentar em Londres, Manchester, Paris, Madrid, Lisboa, Porto, Valencia e Barcelona ao lado de outros artistas da cena Techno/Breakcore mundial na turne TOURTURE!!!
O registro da turne estara sendo publicado aqui no blog e no site www.visualradio.com.br e www.vjspetto.com.br

Cartazes dos Opening Events (Southbank Centre Relaunch)
relaunch 1 - relaunch 1 relaunch 2 - relaunch 2 relaunch 3 - relaunch 3 relaunch 4 - relaunch 4

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Otários somos todos nós. Canalhas isso o que eles são.

Parece Roma antiga, ou a recém falecida Ditadura. O cara falou somente a verdade e pronto… já vai ser processado pelo Congresso. E ninguém vai se manifestar, ninguém vai falar nada… Eu nem sou tão fã de Jabor, mas o que ele disse é verdade - em dois meses o CONGRESSO GASTA o equivalente a 1 MILHÃO DE LITROS DE GASOSA, o que daria pra DAR A VOLTA AO MUNDO 225 VEZES. Num mundo onde se discute a diminuição da emissão de carbonos, uma quantia essa de combustível é realmente acintosa.

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Chinaglia vai processar Jabor

http://www.jt.com.br/editorias/2007/04/27/pol-1.94.9.20070427.9.1.xml

Comentarista chama deputados de ‘canalhas’ , por conta dos milionários gastos com combustível, reembolsáveis

A Câmara dos Deputados vai processar o comentarista Arnaldo Jabor pelas críticas que fez aos parlamentares na terça-feira, na Rádio CBN, ao se referir a reportagem publicada pelo Estado e JT, segundo a qual os deputados justificaram gastos de R$ 2,5 milhões da verba indenizatória com combustíveis. O dinheiro paga 1 milhão de litros de gasolina, suficientes para dar a volta ao mundo 255 vezes - percurso de 11 milhões de quilômetros.

A reportagem mostra, com base na prestação de contas dos deputados, que a Câmara desembolsou R$ 11 milhões de verba indenizatória só de fevereiro a março deste ano.

No comentário que irritou os parlamentares, Jabor chamou os deputados de ‘canalhas’. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi aplaudido três vezes ao anunciar no plenário a decisão de processar o comentarista.

‘O que vamos fazer é defender a instituição, porque aqui está a representação popular e assistimos passivamente ao ataque injusto e generalizado à honra, que chegou ao nível do inadmissível. Em nome da Casa, vamos processar o jornalista Arnaldo Jabor’, afirmou Chinaglia.

Em seu comentário Jabor disse: ‘Todos sabemos que nossos queridos deputados têm direito de receber de volta o dinheiro gasto com gasolina, seja indo a seus redutos eleitorais ou para o hotel com suas amantes ou seus amantes’. Ele emendou: ‘A Câmara, ou, melhor, você e eu, pagamos o custo, desde que eles levem notas fiscais para comprovar o gasto da gasosa.’ E concluiu: ‘Quando é que vão prender esses canalhas? Ah, esqueci. Eles têm imunidade, têm foro privilegiado. É isso, aí, amigos otários. Otários como eu’.

Chinaglia defendeu a legitimidade da representação popular. ‘Não pretendemos passar a idéia de que somos igualmente puros’, disse. ‘A grande maioria da Casa é constituída por homens e mulheres honrados, assim como são honrados os milhões de brasileiros que nos elegem.’

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